Paróquia

Nossa Senhora das Graças Araraquara - SP

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O dia 26 de julho é uma data especial que a Igreja celebra a memória de Sant’Ana e São Joaquim, pais de Maria, avós de Jesus. Também nesse dia, é comemorado o dia dos avós.

“Ser avó é amar incondicionalmente um filho sem ter gerado, é ser mãe outra vez, mas com tempo de fazer por ele tudo aquilo que não tive tempo quando fui mãe”, diz Claudia Rodrigues, da paróquia Santa Sofia, no Rio de Janeiro (RJ).

Os Santos são lembrados por terem educado Maria no caminho da fé, alimentando seu amor pelo Criador e preparando-a para sua missão. Essa formação, influenciou profundamente na educação de Jesus.

Claudia Rodrigues diz que a chegada dos dois netos – um em 31 de julho e o outro que está pra chegar a qualquer momento – fez o coração transbordar de alegria e agradece a Deus a graça de ser avó porque descobriu um novo amor. ” É como amar duas vezes, um amor muito maior do que o de ser mãe”, destaca.

De acordo com artigo do arcebispo metropolitano de São Paulo (SP), cardeal Odilo Scherer, Joaquim e Ana estão situados na passagem do Antigo para o Novo Testamento, mas não são citados no Novo Testamento. Segundo o bispo, é possível chegar aos seus nomes através de uma tradição muito respeitada da Igreja primitiva.

“Ana é representada na arte como a mãe que ensina e educa, sentada numa cátedra ou cadeira, o livro na mão, tendo Maria menina junto dela a ouvir atentamente os ensinamentos da mãe. O livro na mão lembra a palavra de Deus e a tradição religiosa do povo de Israel; a outra mão aponta para o alto, indicando os caminhos que levam a Deus”, desta.

A devoção a Sant’Ana chegou ao Brasil trazida pelos portugueses. Ana é a imagem da mãe educadora, da avó que ensina os netos; imagem também dos catequistas, que educam e iniciam as pessoas nas coisas de Deus.

Nesse contexto da celebração do dia dos avós, o papel de cuidar se inverte. Na velhice, são os idosos que precisam de cuidado. Por isso, a Pastoral da Pessoa Idosa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem sido referência de apoio espiritual e no cuidado com a saúde física e emocional da pessoa idosa.

Em Belo Horizonte, a pastoral tem feito um trabalho com aqueles idosos que frequentemente são esquecidos pelo estado, pela comunidade e até mesmo pelas próprias famílias. Todos os meses eles fazem visitas a lares para evangelizar e servir.

Em entrevista ao jornal Opinião e Notícias da Arquidiocese de Belo Horizonte, a coordena arquidiocesana da Pastoral da Pessoa Idosa, Nilce Ferreira Pires, conta como é a rotina dela e outros 26 líderes voluntários da Pastoral nas visitas que fazem aos idosos.

“ É um trabalho recompensador. O sorriso de um idoso nos traz uma felicidade desmedida. Gosto muito de visitá-los”, afirma.

A festa de São Joaquim e Sant’Ana destaca a importância dos avós na vida da família, principalmente, na transmissão da fé que é essencial para qualquer sociedade. Os avós de Jesus ajudam a cultivar os valores da perseverança e confiança em Deus e também a nossa colaboração na obra da redenção.

A Pastoral da Pessoa Idosa foi criada pela médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann em 1993 também criadora da Pastoral da Criança. Segundo sua fundadora, o objetivo é fazer com que os idosos tenham uma vida melhor, mais saúde, mais alegria e possam participar ativamente das comunidades onde estão inseridos.

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